Moradores de Mantenópolis, no Noroeste do Espírito Santo, expressam sua crescente preocupação com a qualidade e a regularidade do abastecimento de água na região. Recentemente, a Companhia Espírito-santense de Saneamento (Cesan) anunciou a implementação de um rodízio no fornecimento, em resposta à diminuição do volume do Córrego Manteninha, que comprometeu a captação e o tratamento da água.
A medida visa distribuir o recurso hídrico disponível de maneira mais equitativa entre os habitantes, tendo em vista os impactos climáticos esperados com o fenômeno El Niño. A estratégia consiste em dividir a cidade em dois setores, que receberão água em dias alternados, das 7h às 19h. A orientação da Cesan é que os moradores priorizem o uso da água para necessidades essenciais, evitando desperdícios.
Entretanto, a realidade vivida por muitos residentes é alarmante. Uma moradora, que preferiu não se identificar, relatou que a escassez de água se tornou uma rotina angustiante, especialmente nas áreas mais altas da cidade. Em uma semana recente, alguns deles chegaram a ficar até cinco dias sem água potável. Para contornar a situação, algumas famílias têm buscado alternativas em poços, mas a qualidade da água extraída deixa a desejar. A residente descreveu a água como amarga e levantou a preocupação de que sua potabilidade não seja garantida, já que não há análises técnicas disponíveis que comprovem sua segurança para consumo.
A Prefeitura de Mantenópolis está ciente da crise e vem buscando soluções legais junto à Cesan desde abril, com o objetivo de regularizar o fornecimento e evitar novas interrupções. O município aguarda uma decisão da Justiça que possa trazer alívio aos seus cidadãos. Além de Mantenópolis, a Cesan também monitora a situação em Águia Branca e Barra de São Francisco, cidades que, por enquanto, não enfrentam a necessidade de rodízio, mas podem ser afetadas caso a situação se agrave.
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