quarta-feira, 28/10/2026

Desmatamento na Amazônia atinge menor índice desde 1988, segundo dados do Inpe

Em um marco significativo para a preservação ambiental, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) revelou que o desmatamento na Amazônia e no Cerrado alcançou os níveis mais baixos desde que o monitoramento começou.…

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Em um marco significativo para a preservação ambiental, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) revelou que o desmatamento na Amazônia e no Cerrado alcançou os níveis mais baixos desde que o monitoramento começou. Entre agosto de 2025 e julho de 2026, a área desmatada na Amazônia foi de apenas 3.335 km², uma redução impressionante de 41,8% em relação ao período anterior, onde foram registrados 5.731 km².

No Cerrado, o desmatamento também teve um desempenho positivo, com a destruição da vegetação nativa caindo para 5.516,69 km², o que representa uma diminuição de 23,8% em comparação com os 7.235,27 km² do ano anterior. Os dados foram apresentados em uma coletiva de imprensa no Palácio do Planalto e fazem parte do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes).

A queda nos índices de desmatamento pode ser atribuída a um conjunto de medidas rigorosas de fiscalização e controle sobre atividades ilegais na região. Um dos principais responsáveis por essa mudança foi a reativação, em 2023, do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm), que visa aumentar o risco de punição para quem pratica o desmatamento ilegal.

Essas iniciativas incluem o uso de embargos remotos, onde áreas desmatadas sem autorização são identificadas por imagens de satélite e bloqueadas administrativamente, impedindo o proprietário de utilizá-las ou comercializar seus produtos. Além disso, a participação dos estados e o rigor nas autuações do Ibama também têm sido fundamentais para esse cenário positivo.

No entanto, o Cerrado ainda enfrenta desafios, uma vez que a legislação permite que uma proporção considerável das propriedades rurais seja desmatada legalmente, desde que haja autorização. Isso implica que muitos casos de desmatamento ocorrem dentro dos limites permitidos, o que dificulta a aplicação das mesmas medidas de embargo que têm funcionado na Amazônia.

A situação no Cerrado ressalta a necessidade de abordagens mais abrangentes, como incentivos econômicos para a preservação da vegetação nativa e a implementação de regras mais rigorosas nas autorizações de desmatamento pelos estados. Dessa forma, o avanço nas políticas de preservação poderá se consolidar, garantindo a proteção desses biomas essenciais para o equilíbrio ambiental.