O segundo turno das eleições de 2026 se aproxima e, com ele, uma previsão climática que promete influenciar a votação em várias regiões do Brasil. O fim de semana será marcado por chuvas intensas no Centro-Sul, enquanto o calor extremo continuará a dominar o Norte e o Nordeste. Meteorologistas alertam para riscos de temporais, especialmente no Sudeste, onde a chuva poderá ser particularmente forte no domingo, dia da votação.
A expectativa é que a instabilidade comece a se intensificar a partir de quinta-feira (22), com temporais se formando no Sul do país. Na sexta-feira (23), a possibilidade de um ciclone extratropical poderá agravar a situação, especialmente nos estados com maior concentração de candidatos em disputa. No Sudeste, São Paulo e Rio de Janeiro são os mais afetados, com previsão de chuvas que podem ultrapassar 40 mm em algumas áreas.
No Sul, o cenário não será diferente. Enquanto a chuva persistirá em vários pontos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, as temperaturas cairão para abaixo dos 20°C. No Centro-Oeste, o clima será mais ameno, mas ainda com a possibilidade de pancadas e trovoadas, especialmente em Mato Grosso do Sul.
O Norte do Brasil, por sua vez, viverá um fim de semana de calor intenso, com máximas que podem chegar a 39°C em Palmas e 36°C em Manaus. O interior do Nordeste enfrentará temperaturas extremas, com Teresina podendo alcançar a marca de 40°C, enquanto o litoral terá um clima mais ameno, mas ainda com possibilidades de chuvas passageiras.
César Soares, meteorologista da Climatempo, destaca que a chegada de uma frente fria no Sudeste será um fator crucial na previsão do tempo para o domingo de votação. Ele alerta que a combinação de chuvas fortes, ventos e raios poderá impactar significativamente o deslocamento dos eleitores, especialmente nas grandes cidades. “É importante que as pessoas estejam preparadas para um dia de tempo severo”, afirma Soares.
Com a proximidade das eleições e um clima tão variado, a expectativa é que muitos eleitores enfrentem desafios adicionais para chegarem às urnas. Assim, a meteorologia se torna um elemento a ser considerado não apenas na previsão do tempo, mas também na dinâmica da democracia brasileira.
Crédito da imagem: Palácio do Planalto após chuva, na Praça dos Três Poderes




