quarta-feira, 28/10/2026

ONU aponta para a possibilidade de um El Niño mais intenso, com impactos significativos até o final do ano.

O fortalecimento do fenômeno climático El Niño traz à tona um apelo urgente das Nações Unidas: é necessário mobilizar recursos internacionais antes que os desastres atinjam as populações vulneráveis. Durante uma coletiva em Genebra,…

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O fortalecimento do fenômeno climático El Niño traz à tona um apelo urgente das Nações Unidas: é necessário mobilizar recursos internacionais antes que os desastres atinjam as populações vulneráveis. Durante uma coletiva em Genebra, a secretária-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Celeste Saulo, e o chefe das operações humanitárias da ONU, Tom Fletcher, enfatizaram que é fundamental agir de forma coordenada para mitigar os impactos de secas, enchentes e ondas de calor que podem se intensificar até o fim do ano.

Fletcher solicitou que governos e instituições financeiras disponibilizem financiamentos preventivos, ressaltando que a prevenção é mais eficaz do que a assistência após os eventos extremos. O alerta ganha destaque em meio a previsões de que o atual episódio de El Niño pode superar recordes históricos, com temperaturas do oceano no Pacífico tropical registrando anomalias de até 3,8°C acima da média entre novembro e janeiro.

Os países andinos estão se unindo para desenvolver uma resposta coordenada, reconhecendo que desastres naturais não respeitam fronteiras. Essa colaboração foi discutida no Comitê Andino para a Prevenção e Alerta de Desastres (CAPRADE), que busca estabelecer ações conjuntas, especialmente nas áreas fronteiriças mais afetadas.

Os impactos do El Niño são amplos e profundos, afetando a agricultura, a saúde e a segurança alimentar globalmente. A OMM alerta que, em um contexto de aquecimento global, os efeitos do fenômeno podem ser ainda mais severos. Com milhões de pessoas já em situação de vulnerabilidade, as agências humanitárias da ONU destacam a importância de uma estratégia de “ação antecipada”, que visa liberar recursos com base em previsões meteorológicas para minimizar os danos.

Antecedentes recentes, como os efeitos devastadores observados durante o El Niño de 2023-2024, ressaltam a necessidade de medidas proativas. A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e o Programa Mundial de Alimentos (PMA) já estão em busca de financiamento para proteger comunidades em risco, enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta sobre os riscos à saúde que o fenômeno pode provocar.

Assim, a mensagem da ONU é clara: ainda há tempo para agir, mas essa janela de preparação pode se fechar rapidamente. Transformar previsões científicas em ações concretas é essencial para evitar uma crise humanitária diante de um fenômeno climático que promete ser histórico.

Crédito da imagem: Foto: Pixabay — barskefranck (pixabay)