quarta-feira, 28/10/2026

Jonathan, o mais velho dos seres terrestres, completa 194 anos e revela sua história fascinante.

Jonathan, a tartaruga-gigante das Seychelles, é um verdadeiro ícone da longevidade, com impressionantes 194 anos. Sua história é rica e fascinante, tendo sobrevivido a eventos históricos marcantes, como duas guerras mundiais e pandemias devastadoras.…

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Jonathan, a tartaruga-gigante das Seychelles, é um verdadeiro ícone da longevidade, com impressionantes 194 anos. Sua história é rica e fascinante, tendo sobrevivido a eventos históricos marcantes, como duas guerras mundiais e pandemias devastadoras. Recentemente, um estudo internacional revelou os segredos por trás de sua notável resistência ao envelhecimento, sugerindo que Jonathan possui mecanismos celulares que desafiam o tempo.

Levado para a ilha de Santa Helena em 1882 como presente para o governador Sir William Grey Wilson, Jonathan já tinha 50 anos quando chegou. Desde então, ele se tornou um símbolo da ilha, quebrando recordes de longevidade para sua espécie, que normalmente vive cerca de um século. Para entender como essa tartaruga conseguiu se manter tão saudável, uma equipe de cientistas de instituições renomadas dos EUA, Reino Unido, Dinamarca e Alemanha decidiu investigar seu genoma e metiloma.

Os pesquisadores coletaram amostras de Jonathan através de um método cuidadoso, que envolveu raspagens na bochecha e um exame de sangue feito de forma que o animal fosse atraído por comida. Além disso, material genético de outras quatro tartarugas da mesma espécie foi analisado para comparação. Os resultados, publicados na revista Science Advances, revelaram que Jonathan não só possui uma genética favorável, mas também que suas células não apresentam os sinais típicos de deterioração associados ao envelhecimento.

Foram identificadas 287 variantes genéticas que têm o potencial de mitigar os efeitos do envelhecimento. Essas variantes desempenham papéis cruciais em processos como reparo de DNA, controle da inflamação e regulação da insulina. O metiloma de Jonathan, que consiste em marcas químicas que regulam a ativação ou desativação de genes, apresentou características notáveis, com um “ruído” mínimo em genes relacionados a funções vitais como o processamento de RNA e o reparo genômico.

Justin Gerlach, um dos pesquisadores envolvidos, destaca que os reguladores genéticos de Jonathan, que controlam a produção de energia e o reparo do DNA, permaneceram surpreendentemente estáveis ao longo de quase dois séculos. Essa estabilidade é um fenômeno raro, uma vez que, em geral, esses mecanismos se deterioram com o tempo. Stephen Clark, da Fundação Kallel, acredita que as descobertas do genoma de Jonathan podem abrir caminho para tratamentos inovadores contra o envelhecimento, trazendo um novo horizonte para a saúde humana.